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PARQUE NACIONAL DE ORANGO2018-10-26T18:21:56+00:00

Parque Nacional de Orango

El O Parque Nacional de Orango, criado em 1998, abrange uma superfície de mais 150.000 hectares e encontra-se no Arquipélago das Bijagós, em frente das costas da Guiné Bissau.

É a primeira área protegida declarada na Guiné Bissau e um dos lugares com maior biodiversidade do país.

A declaração do parque nacional justifica-se sobretudo por albergar a população mais ocidental do hipopótamo comum (Hippopotamus amphibius).

O Arquipélago das Bijagós foi declarado como Reserva da Biosfera Bolama – Bijagós em 1996.

É formado a partir da antiga foz do Rio Geba e do Rio Grande onde coexistem vários ecossistemas caracterizados pela grande biodiversidade.

O solo sagrado

O arquipélago é uma área de mais de 10.000 km2, dos quais 10% é terra firme.

Vinte das oitenta e oito ilhas que o formam estão habitadas, tais como as ilhas de Orango, Bubaque, Uno ou

Canhabaque, mas muitas outras são sagradas e, por isso, estão desertas.

Para a etnia Bigajó, o solo sagrado não pertence a ninguém, é de todos.

Tradição matriarcal

As povoações Bijagós, de tradição matriarcal, são construídas no interior das ilhas com casas de adobe e palha.

A vida das comunidades baseia-se na exploração diversificada dos recursos naturais e ainda utilizam o sistema trocas.

Cultivam arroz debaixo dos palmeirais e as mulheres esperam a maré baixa para recolher moluscos, enquanto os homens trepam ao alto das palmeiras para apanhar a seiva e os frutos de onde se extrai o óleo de palma.

Fauna e Flora

A riqueza biológica das ilhas transformam-nas num espaço único, especialmente pela sua fauna e flora adaptada às condições salinas das costas. Encontramos hipopótamos, que normalmente vivem em água doce e que se adaptaram ao ambiente salgado num processo de milhares de anos. Também há grandes herbívoros marinhos como o manatim africano que é relativamente numeroso na região.

A comunidade de répteis aquáticos oferece dois tipos de crocodilos e cinco tipos de tartarugas marinhas, sendo o ilhéu de Poilão um dos lugares mais importantes de África para a desova da tartaruga verde.

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